LIRA SANTANA DE SIMÃO DIAS/SE

sexta-feira, 18 de julho de 2014

SIMÃO DIAS EM FESTA - E A FILARMÔNICA LIRA SANTANA MANTÉM SUA TRADIÇÃO HÁ MAIS DE CEM ANOS!!!!!

DESDE O DIA 17 A  PARÓQUIA DA CIDADE ESTÁ REALIZANDO NOVENAS EM PREPARAÇÃO PARA GRANDE FESTA ALUSIVA A PADROEIRA SENHORA SANTANA NO DIA 26 DO CORRENTE MÊS. E A FILARMÔNICA LIRA SANTA, MAIS UMA VEZ, SE FAZ PRESENTE ANIMANDO COM SEUS BELOS DOBRADOS E CANÇÕES  RELIGIOSAS PELAS RUAS DA CIDADE.



quarta-feira, 14 de maio de 2014

A LUZ DOS CANDEEIROS - AMARAL CAVALCANTE-

AOS SIMÃODIENSES:

À luz dos candeeiros

-Vão botar poste pra trazer luz de Paulo Afonso! 

- Desconjuro... luz elétrica pra quê? Perturbar o xiriri das cigarras quando de tardinha anunciam chuva nas palmeiras da praça? Revelar segredos nos oitões, apagar estrelas? 
Carecia não, a cidade de Simão Dias convivia muito bem com os seus tons noturnos onde brilhavam elegâncias antigas, um certo ar de cidade medieval, o gosto de fazer com as mãos a curvatura dos dias, a vida simples vivida entre os benefícios do sol e as mesuras da noite. 

Um velho motor zuadento bufava de vez em quando na praça do Hospital e sua proficiência em bufos-bufos, acendia aqui ali um fifó elétrico nos postes até as nove horas da noite, quando piscava duas vezes e logo nos devolvia à bendita escuridão. 
Era o que bastava. De noite, Simão Dias acendia suas Pletomax nas casas vetustas, ou era mesmo no candeeiro - doce gomo de luz alumiando as calçadas - que a cidade se via. Noites gostosas de escuridão e frio. Terá sido daí, do querosene inalado, do penumbrento lusco-fusco aguçando o tino que nos tornamos únicos? Ou terá sido a elegância dos capotes, das lanternas de pilha recortando as ruas - cada indivíduo um farol de holandesas mesuras - do boa-noite indistinto nos contrafortes dos becos, tão respeitosos quanto desconfiados, que nos fizeram especiais, assim simãodienses? 

Depois do cuscuz ralado com manteiga sublime, noitinha, eu visitava o Padre Mário Reis. Padre macho, diga-se logo. Morava na praça a trinta metros da minha casa, mas o ritual de visitá-lo exigia lanterna, capa nos ombros e circunspeção. Era somente lá, numa vitrola a manivela, que eu podia ouvir a Cavaleria Rusticana, os doirados pomos de Chopin, o descabaço wagneriano em tímpanos heróicos, o doce Liszt, coitado, roendo a danação dos altares. 
Cadeiras confortáveis, semibreves e silêncio. O Padre só dizia: "Bethoven, Sinfonia Inacabada'". E nada mais havia que falar.
Quando não, na Rua do Coité, o bar do sinuca me fazia moleque. Na bola sete, depois de uma Jurubeba com mel, todo mundo botava dez'tões. Era um prazer derrubar cabra frouxo no cataplá das caçapas. Na escolha certa dos tacos o campeão ranhendo o giz em grave silêncio. Grave como um Aquiles atento ao fragor da batalha - o pano verde, enseadas de Tróia - ele punha sobre a cruzeta o taco maior e pá! A bola branca saia exata inventando geometrias, trisca aqui, tabela boba fazendo que não, depois cumpria o toque sutil: bola preta, cataplá na caçapa.

A luz chegou depois de décadas de desesperança. Chegou com pompas de papel crepom decorando os postes, no estardalhaço dos dobrados. Lá estava a orgulhosa Lira Sant'Ana toda engomada, com seus contrabaixos encantando os meninos. O regente, Seu Mestre Raimundo, metido em terno azul de linho belga, esfogueava. Era desses brancos sardentos de bochechas róseas, cabelo de milho, dedinhos miúdos. A gravata grená, torta clave de ré apertando o gogó, inda hoje me fascina. Como podia aquele pequeno homem organizar tanto som, de tal modo encantador? É que Seu Raimundo era belo, regendo o patriotismo da cidade, qual cisne branco em noite de luz elétrica.

Mas não foi muito boa aquela luz de Paulo Afonso. Quando a festa acabou veio a praga dos baratões. Cada uma meu irmão! Invadiram a cidade. Não se tomava fresca na calçada, não se abria um baú, não se dormia sem uma barata nos lençóis. Praga da peste! Elas chegavam por volta das seis, ritualísticas em volta das lâmpadas, depois davam a louca no mundo. 

Tivemos grandes problemas.
Um eu conto: lá vem Dona Candhão, visinha minha na Praça da Matriz, espavorida a xingar meio mundo de cão. Um intrépido baratão achara por bem se alojar no seu imenso califon, o danado arranhando luxúrias no seu túrgido e imaculado peitão. Dona Candhão gritava: "A fia do cabrunco tá roendo minhas partes!" E chocalhava aflita os berloques de ouro 14 (pra conta de três), pendurados na cordilheira dos seios. 
Eu fui lá e os tirei iluminado pela luz de Paulo Afonso.

Amaral Cavalcante


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ORQUESTRA FILARMÔNICA OU ORQUESTRA SINFÔNICA?


A origem da palavra orquestra vem do grego "orchéstra", que quer dizer espaço circular destinado às danças, aos músicos e às evoluções dos coros. 

No século V a.C., os espetáculos eram encenados em anfiteatros ao ar livre e "orquestra" era o espaço situado imediatamente à frente da área principal de representação, que se destinava às evoluções do coro, que cantava e dançava. Nessa área também ficavam os músicos instrumentistas. 


Séculos mais tarde, mais precisamente no início do século XVII, na Itália, as primeiras óperas começaram a ser executadas. Como eram imitações dos dramas gregos, o espaço entre o palco e o público, destinado aos músicos instrumentistas, também ficou conhecido como "orquestra". Daí começou a se chamar o grupo de músicos como orquestra. 


Nos dias de hoje, usamos a palavra orquestra para designar um grupo de instrumentos que tocam juntos. O número de instrumentos pode ser bem grande, o que se dá o nome de orquestra sinfônica, ou pequeno, que se chama orquestra de câmara. 


A orquestras completas dá-se o nome de orquestras sinfônicas ou filarmônicas. Embora estes prefixos não especifiquem qualquer diferença no que toca à constituição instrumental ou ao papel da mesma, podem revelar-se úteis para distinguir as orquestras de uma mesma cidade. Na verdade, esses prefixos denotam a maneira como é sustentada a orquestra. 


A orquestra filarmônica é sustentada por uma instituição privada e a sinfônica é mantida por uma instituição pública. A orquestra filarmônica, na sua origem, em nada difere de uma orquestra sinfônica quanto à quantidade de instrumentistas. As duas se diferem apenas em sua natureza. 


No Brasil creio que não haja orquestra filarmônica, pois todas dependem de auxílio tanto da iniciativa privada quanto dos governos: municipal, estadual ou federal.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ASSOCIAÇÃO FILARMÔNICA LIRA SANTANA DE SIMÃO DIAS/SE

# P R O J E T O M Ú S I C A P A R A T O D O S 2 0 1 4 #

- NA EXPECTATIVA DA PARCERIA COM A SECRETARIA MUNICIPAL DE SIMÃO DIAS -

ESTE PROJETO INÉDITO NO ESTADO DE SERGIPE, E NÃO TEMOS CONHECIMENTO DE OUTRO NESSE FORMATO EM TODO O PAÍS, VAI OFERECER AOS ALUNOS DA REDE MUNICIPAL, DA CIDADE E INTERIOR, O ENSINO MUSICAL ( TEORIA E PRÁTICA) EM DIVERSAS MODALIDADES E ESTILOS. BENEFICIANDO, ASSIM, MAIS DE 200 ALUNOS E CONSEQUENTEMENTE, SEUS FAMILIARES.

INICIATIVA COMO ESSA PARCERIA, AJUDA A MANTER A TRADIÇÃO MUSICAL DE NOSSA CIDADE E O FORTALECENDO E RECONHECENDO O JUSTO TÍTULO DE PATRIMÔNIO CULTURAL E IMATERIAL DA NOSSA CENTENÁRIA BANDA DE MÚSICA LIRA SANTANA. ALÉM DE DESFAZER UM HÁBITO ARCAICO DA NÃO VALORIZAÇÃO DAS FILARMÔNICAS EM TODO O PAÍS, PRINCIPALMENTE EM SERGIPE.
VAMOS AGUARDAR COM BASTANTE POSITIVIDADE!!!!!

A DIREÇÃO.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E A LIRA SANTANA NÃO PÁRA!


NO ÚLTIMO DOMINGO, 24, A BANDA DE MÚSICA FILARMÔNICA LIRA SANTANA DE SIMÃO DIAS, ABRILHANTOU A FESTIVIDADE DE ENCERRAMENTO DA PADROEIRA DO POVOADO JACARÉ NO MUNICÍPIO DE SIMÃO DIAS.


sábado, 19 de outubro de 2013

COMENTÁRIO SOBRE A POSTAGEM " O PRANTO DE UM ACORDE'

Edmilton disse...
A Lira Santana é sem sombra de dúvidas um dos maiores bens cultural que a população simãodiense dispõe. Mas não é só isso, ela também educa disciplina, prepara de certa forma o profissional para a vida, dando dessa maneira sua contribuição, enquanto Instituição educadora.
Quero enaltecer o trabalho da direção juntamente com o maestro em prol da valorização do profissional atrelada a uma educação de qualidade na qual se trabalho o indivíduo como um todo e não apenas o músico.
Por outro lado faço um apelo e começo por mim mesmo, para que não vejamos a Lira apenas em festas oficiais, mas que possamos visitá-la nos ensaios e participemos mais de perto nos colocando à disposição dessa Instituição que preserva a cultura do nosso povo.
Parabéns a direção, músicos, pais e todos que direta ou indiretamente prestigia a nossa Lira Santana.
Abraços!
Edmilton Santana
8 de outubro de 2013 07:32

sábado, 28 de setembro de 2013

O PRANTO DE UM ACORDE

O PRANTO DE UM ACORDE


                                

Por Raimundo dos Santos Oliveira

                       Há quem prefira a dissonância de um acorde que a emissão simultânea de três ou mais sons...
                       Enganam-se as pessoas que julgam a Associação Filarmônica Lira Santana, como apenas uma entidade que mantém uma Escolinha de Música e uma Banda de Música...
                      Além do valor histórico e cultural da nossa querida Filarmônica, existem outros valores primordiais que impulsionam a realização de ações  envolvendo Arte e Educação , Cidadania com Cultura e Cultura com Economia Solidária. 
                       A Escolinha de Música, além de levar seus alunos a conhecerem as primeiras partituras, proporciona a construção de valores como criatividade, disciplina, solidariedade, coletividade, etc. Que são responsáveis também por levá-los a participar de grupos de teatro, corais, ou ainda tornarem-se cantores de MPB que abrilhantam os finais de semana e festividades de Simão Dias e regiões próximas. São crianças, jovens, adultos e idosos num processo de interação que revitaliza a cultura popular tradicional e simultaneamente abre espaço para as novas manifestações artísticas.
 A Filarmônica Lira Santana tem um bom nível organizativo, seu trabalho com crianças, jovens e adultos, principalmente através da escola de musica e dos músicos de grupos musicais já se constitui uma referência no município. O esforço que vem demonstrando ao longo dos anos para permanecer funcionando tem sido um dos fatores principais da construção de uma identidade que mantêm viva a Filarmônica Lira Santana.
                 O impacto de um Ponto de Cultura para Simão Dias trás benefício direto para o fortalecimento de sua cultura com a valorização da auto-estima das pessoas, a geração de oportunidades inovadoras para a juventude em sua maioria excluída das políticas públicas, contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico, funcionando como força mobilizadora e integradora, dentro e fora do município, oportunizando a integração dessa população ao movimento cultural mais amplo que vem se constituindo no Brasil, num processo significativo e pioneiro de democratização do acesso às políticas de cultura em Sergipe. 
        Portanto, simãodienses, sejamos como um acorde cuja notas musicais unem-se   resultando-as em sons agradáveis aos nossos ouvidos. Pois a nossa FILARMÔNICA LIRA SANTANA é um dos poucos, se não o único, Patrimônio Cultural Vivo da História da nossa cidade.